AZUL CALCINHA

Onde tudo é azul e transparente...



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O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil


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Segunda-feira, Julho 12, 2004


"Redação feita por um candidato num processo de seleção. Não sei se ele foi aprovado, mas seu texto está fazendo sucesso e ele com certeza será lembrado..."

Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado. Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo, já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo. Já confundi sentimentos, Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em arvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.

Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
"- Qual sua experiência?"



publicado por Shirloca às 11:21 AM
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Segunda-feira, Junho 28, 2004


Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
(Chico Buarque)

publicado por Shirloca às 3:17 PM
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Sexta-feira, Junho 25, 2004


A vida

Para os erros há perdão;
Para os fracassos uma nova chance;
Para os amores impossíveis o tempo...

Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando.
Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.

(Luís Fernando Veríssimo)



publicado por Shirloca às 2:20 PM
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Terça-feira, Junho 15, 2004


Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí, não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!
Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar.
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Beijar é melhor do que fumar.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.
Sonhar é melhor do que nada.

Te permita Sonhar, Sonhe Comigo, Sonhe Contigo, Com Ela, Com Ele. Enfim... SONHE e SEJA FELIZZZZZZZ

(texto de Luis Fernando Veríssimo)


publicado por Shirloca às 12:07 PM
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Quinta-feira, Maio 13, 2004


Momentos emocionantes te esperam,
num futuro próximo...


publicado por Shirloca às 11:38 AM
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Terça-feira, Abril 20, 2004




publicado por Shirloca às 12:42 PM
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Segunda-feira, Março 29, 2004


Passei muito tempo longe daqui.
Vou dedicar mais tempo para meu blog.


publicado por Shirloca às 3:50 PM
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Terça-feira, Fevereiro 03, 2004




publicado por Shirloca às 9:47 AM
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Segunda-feira, Janeiro 26, 2004




publicado por Shirloca às 12:56 PM
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Terça-feira, Janeiro 06, 2004


Segundo ato: Entrando pelo cano

Véspera de Natal
Minha mãe estava preparando o bolo para comemorar os 50 anos de casado dos meus avós e comenta:
- Tadinha da tia Eva está há duas horas esperando alguém buscá-la no Hospital.
- Ela teve alta?
- Ela me ligou há algumas horas dizendo que o médico deu alta e que ela ia esperar alguém buscá-la.
- Quem vai buscá-la?
- Não sei, acho que não tem ninguém.
- Você acha ou não nem ninguém para buscá-la no Hospital?
- Não tem ninguém!
- Mãe, porque você não me falou antes eu estou em casa, de férias e é Natal.
- Eu pensei que você não poderia.
- Então, ligue para a tia Eva no hospital e fale que eu estou indo pra lá.
- Minha mãe imediatamente parou de confeitar o bolo dos meus avós e avisou a tia Eva.
Lá estava eu em meu segundo ato de bondade neste Natal. Conheço muito pouco as ruas de São Paulo, mas minha intuição nunca falha é só pegar algumas informações, como nome da rua, ponto de referência e seguir a minha intuição. No caminho eu fiquei pensando que seria bom rever a tia Eva, a tia Hosana muito mais afinal de contas fazia anos que eu não as via. Chegando no Hospital fui tratando de escolher um local para colocar o carro, se possível um lugar de fácil acesso pois elas não estava conseguindo andar.
Neste momento eu pensei:
- será que ela está de alta mesmo ou o médico providenciou a alta porque é Natal?
Enfim, o que quer que seja ela deu sorte porque vai passar o Natal com a família.
- Família?? Será que ela já tem pra onde ir?? Meu Deus ela não tem ninguém, só irmãos e detalhe não está conseguindo andar e enxergando muito mal. Bem meu avô está na casa do meu tio não poderá ficar com ela, a Hosana mora em Artur Alvim....Sobrou a casa da minha mãe.
Tratei de ir até a recepção e agilizar uma cadeira de rodas, pois seria bastante útil.
- Boa tarde? Meu nome é Shirley e vim buscar a minha tia, o nome dela é Eva e está internada no 3º andar.
- Tudo bem senhora pode subir, mas seja rápida porque a vaga que a senhora está utilizando é para emergência.
- Ok, eu realmente estou em uma emergência.
Chegando no 3º andar fui obrigada a passar por outra recepção, onde uma mulher que deveria ser a enfermeira falava ao telefone e como a vaga que eu havia estacionado o carro era de emergência eu tinha que ser breve.
- Boa tarde
- Só um minuto senhora. (Disse a moça ao telefone).
Outra moça surgiu na recepção.
- Boa tarde. Eu vim buscar a minha tia Eva que está neste andar.
- Eva?
- Sim ela estava internada, mas hoje recebeu alta e eu preciso apenas de uma cadeira de rodas para ajudá-la.
- Você tem certeza?
- Certeza do quê?
- De que a Eva teve alta?
- Como assim? Ela ligou na casa da minha mãe dizendo que estava aguardando alguém porque ela tinha recebido alta.
- Não é possível disse a enfermeira.
Neste momento a outra enfermeira desligou o telefone e disse:
- A Eva não está de alta, não está nem conseguindo andar quem dirá sair da cama.
- Eu sei disso, por isso pedi a cadeira de rodas.
- Só um minuto que vou ver o prontuário dela.
- Enquanto você faz isso eu vou até o quarto da minha tia.
No caminho para o quarto eu tive a certeza de que ela tramou toda aquela história ao telefone para não passar o Natal no hospital. Chegando no quarto, um pouco mais devagar, vi minha tia deitada na maca sozinha, cabelinhos brancos, pele clara e bem enrugadinha, bem gordinha e pensei comigo:
- Nossa como a tia está doente, eu como médica não teria dado alta nunca.
- Oi tia, como a senhora está?
Ela me olhou meio cansada, respiração difícil e disse:
- Estou mal, me recuperando aos poucos, mas ainda não consigo mexer as pernas.
- É mesmo?
Nesse momento entra uma mulher na sala que não era a tia Hosana, para mim era uma prima distante, acho que a Vera, mas eu não queria arriscar a falar o nome e errar, então fui logo ao assunto:
- Oi tudo bem? Como vai?
- Tudo bem.
- Então minha mãe pediu para eu buscar a tia Eva.
- Mas eu não estou me lembrando de você....
- Eu sou a Shirley, filha da Maria.... lembrou?
- Ahhh filha da Maria.
- Tudo bem se ela pediu para você vir buscar.
- Enquanto eu pego a cadeira de rodas, você vai ajudando a tia com as roupas. Tudo bem?
- Claro.
Voltei para a recepção e me deparei com outra enfermeira, nenhuma das duas primeiras.
- Olá, eu vim buscar a cadeira de rodas que a outra enfermeira ficou de aprontar para a minha tia.
- Cadeira de rodas?
- Sim, a minha tia não consegue andar direito.
- Ah, claro só um minuto.
Em poucos minutos a enfermeira trouxe a cadeira e com muita dificuldade eu, a enfermeira e a minha prima colocamos a tia na cadeira. Desejamos um feliz Natal para toda a equipe médica e com muita força, paciência e cuidado colocamos a tia no carro. No caminho eu perguntei para a prima se ela gostaria que eu a deixasse em algum local especial, afinal de contas eu não lembrava onde ela morava e ela disse que ficaria em um ponto de ônibus mais próximo.
Alguns minutos depois eu deixei a prima no ponto de ônibus e no caminho para a casa da minha mãe, lembrei que tinha que passar primeiro na casa da minha irmã.

Para saber o que aconteceu acesse o blog da minha irmã e vejam o final desta história.

publicado por Shirloca às 9:36 AM
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Segunda-feira, Janeiro 05, 2004


Meu primeiro ato de bondade neste natal

Este ano para a nossa família foi um tanto quanto tumultuado, meus avós decidiram vender a casa de São Paulo e foram morar no interior, há uns 500 km de São Paulo. Após alguns meses minha avó decide novamente mudar para São Paulo e então correm os filhos e netos procurar casa para eles. Em apenas duas semanas minha prima comprou um apartamento na Praia Grande e pediu para nossos avós preparar a mudança. Minha avó com seu espírito de cigana aventureira adorou a proposta e tratou até de vender os móveis que não seriam úteis em sua nova casa.
Enfim, é Natal e meus avós estão mais felizes e próximos dos filhos, netos e bisnetos.
Por falar em Natal... todo ano na minha família é a mesma coisa, correm nossas mães para o supermercado fazer compras para a ceia, correm as mulheres (como sempre) prepara-la e correm as netas buscar os avós, que no Natal completam 50 anos de casado.
Cadê os homens nesta família?

Véspera de Natal
Minha mãe estava preparando o bolo para comemorar os 50 anos de casado dos meus avós e comenta:
- Tadinha da Tia Eva está há duas horas esperando alguém buscá-la no Hospital.
Antes de mais nada gostaria de contar um pouco do que sei sobre a Tia Eva, falo isso porque já deve ter uns 15 anos que eu não a vejo.
A tia Eva é uma senhora de aproximadamente 68 anos, viúva, sem filhos, irmã da tia Hosana e do meu avô, pai da minha mãe.
Pelo que a minha mãe conta a tia Eva, muito cedo começou a trabalhar logo depois que sua mãe faleceu. Na adolescência decidiu morar sozinha, em pensões só para mulheres. Sempre manteve uma certa distância dos seus irmãos e com 35 ou 36 anos resolveu casar com um homem da mesma religião e que freqüentava a mesma igreja. Homem solteiro, sem filhos, ouvia falar muito bem do tio Dito o marido da tia Eva. Não sei porque não tiveram filhos, talvez porque não podiam ou será que não queriam mesmo? Ou será que ela não queria?
O fato é que o casamento durou, mas por ironia do destino a tia Eva fica sozinha mais uma vez. Há uns 4 ou 5 anos atrás ouvi minha mãe dizer que estava indo no enterro do tio Dito. Nossa minha mãe não perde um enterro, faça chuva, faça sol está lá a minha mãe representando a nossa família. É tão normal falar em velório e enterro na família que logo cedo minha mãe já levava os filhos para acompanhar. Me lembro de ter ligo alguma coisa sobre enterro ou velório no blog da minha irmã. Enfim, o marido da tia Eva faleceu e ela decidiu "novamente" levar sua vida solitária.
Há tempos não ouvia falar na tia Eva, apenas na tia Hosana, a outra irmã do meu avô. Aquela sim eu me lembro bem, sempre pronta a ajudar e com um belo sorriso no rosto. Mãe de dois filhos, o Nilton e o Nivaldo. O primeiro é o espelho da mãe, eu ainda era uma menina a última vez que os vi mas não vou esquece-los jamais. São pessoas marcantes pelo simples fato de existirem. Já minha tia Eva me lembro pouco, acho que a única pessoa que às vezes entra em contato para saber notícias dela é minha mãe, uma porque é a tia dela e outra porque um dos papéis que a minha mãe exerce na família e muito bem é o de relações públicas ou seria comentarista... sei lá o importante é que ela faz por prazer.
Alguns dias antes do Natal, minha mãe comentou que a tia Eva estava internada com diabete muito alta e que a minha tia Hosana estava acompanhando-a no Hospital. Na mesma semana resolvi ficar uns dias na praia, pois estava de férias no trabalho e queria aproveitar para descansar e pegar um sol. Quase todos os dias ligava na casa da minha mãe para saber como estavam e foi então que ela comentou sobre a Eva.
- A tia Eva está muito ruim, só fala no seu avô. Disse a minha mãe.
- Ai credo mãe, então é melhor eu subir com o Vô porque quando começa assim você sabe no que vai dar...
Meu avô não podia nem ouvir falar da irmã que chorava e não é porque ela é imã não, aquele ali é tão emotivo e sensível que chora por qualquer coisa. Às vezes estamos conversando sobre alguma coisa e o olho dele enche de água.
Enfim, faltavam dois dias para o Natal e eu decidi levar meu avô para a capital, assim ele poderia visitar a tia Eva e passaríamos o Natal juntos.
Este foi o meu primeiro ato de bondade neste Natal.

A seguir cenas do próximo capítulo...

publicado por Shirloca às 2:02 PM
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Sábado, Janeiro 03, 2004


Não podia ser diferente
2003 passou, ficou pra tráz
2004 vem novo, feito o sol da manhã,
iluminando cada passo, cada riso...
Agora o momento é para transformações


publicado por Shirloca às 3:22 PM
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Sábado, Dezembro 20, 2003



Nunca mais vou esquecer o nosso amor
Você foi pra mim a razão e o porquê
Juntos vivemos momentos mágicos
Sentados à luz do luar vimos o mais lindo amanhecer
Juntos sonhamos e fizemos planos
Mas em algum momento e eu sem entender o porquê
Você me deixou e nunca mais voltou pra me tirar dessa solidão

publicado por Shirloca às 8:27 PM
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003


Amor e Sexo
Rita Lee

Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é padrão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...

publicado por Shirloca às 9:06 PM
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Domingo, Dezembro 07, 2003


Está chegando a hora...

Praia, sol, piscina, praia, piscina...
É assim aqui em Fortaleza e quando bate a saudade de São Paulo ou mesmo vontade de trabalhar eu deito na rede e espero passar...Que pena essa maravilha estar acabando, amanhã estaremos partindo para São Paulo.


publicado por Shirloca às 10:03 PM
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